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A Mamografia como técnica de diagnóstico na patologia Mamária

05/12/2014 - 12:06
A Mamografia como técnica de diagnóstico na patologia Mamária
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A Mamografia é uma técnica de diagnóstico para deteção de patologia da Mama.
O Cancro da Mama tem uma elevada incidência no sexo feminino, e apesar dos avanços no diagnóstico em fases mais precoces da doença, e da melhoria dos tratamentos ainda é responsável por uma levada taxa de mortalidade.

Segundo os dados GLOBOCAN 2012(1),  identificam-se 1,7 milhões de cancros da Mama em todo o mundo, correspondendo a 11,7% de todos dos cancros (Bray F, 2013) (2).

É a doença oncológica mais frequente no sexo feminino, e a primeira causa de morte, referindo a mesma fonte um aumento da mortalidade neste universo patológico em 20%.

Mantém-se atualmente o teste de diagnóstico consensual como o mais adequado para o diagnóstico precoce e para o rastreio do Cancro da Mama. Existem avanços nesta área, com outras técnicas, como a tomossíntese, mas ainda longe de uma prática clínica corrente e alargada a uma vasta camada da população.

Na população feminina ainda permanecem alguns mitos sobre eventuais efeitos negativos da Mamografia que importa desmistificar. Entre eles destacam-se:

  • Não tem que provocar dor.
  • Radiação é desprezível face ao benefício.
  • A compressão uniforme que se realiza durante o exame não causa prejuízos ao tecido mamário, nem provoca cancro.
  • Pode ser ligeiramente desconfortável na fase pré-menstrual, mas é suportável, pois a compressão dura apenas 3 segundos.

 

E apresenta enormes benefícios, sendo responsável pela redução da mortalidade após a sua introdução de forma generalizada nos anos 60. Assinalamos alguns benefícios que devem encorajar a sua realização periódica de acordo com a idade, e antecedentes de risco.

 

  • Detecta um cancro em profundidade, antes da palpação clínica conseguir detetar.
  • Detecta cancros de dimensões mínimas, ainda não palpáveis.
  • Detecta cancro em fases mais precoces
  • Tem uma alta sensibilidade para descobrir o cancro da Mama
  • Apenas a ecografia a partir de determinadas idades não deteta cancro
  • Pode realizar-se após colocação de prótese mamárias de aumento ou após uma redução mamária.
  • Pode realizar-se após radioterapia/cirurgia para controlo evolutivo.
  • É comparticipada pelo SNS antes da idade do rastreio.
  • Deve ser realizada a partir dos 35 anos nas pacientes com antecedentes familiares de risco ou sempre que exista uma forte suspeita clínica.

 

Apresentam-se dois exemplos de Mamografias com elevados padrões de qualidade.

 

Importa detetar não só nódulos, como microcalcificações que podem ser eventualmente um dos sinais suspeitos de associação a patologia maligna, em que a mamografia caracteriza e orienta para eventual biópsia.

Aconselhe-se com profissionais da área da Senologia e do Diagnóstico, e com o seu Médico de Medicina Geral e Familiar, em caso de dúvidas sobre o seu exame.

Informe, e mantenha-se informada. É sempre melhor surpreender um cancro, do que o Cancro surpreendê-la a si.

 

Teresa Figueiredo

Médica Radiologista

 

(1) As taxas de incidência mantêm o cancro da mama como o mais prevalente nas mulheres, contribuindo para a 5ª causa de morte a nível mundial, (GLOBOCAN, 2012).

(2)Ferlay, J. et al (2010) Cancer Incidence and Mortality Worldwire, GLOBOCAN 2008 V1,2., Lyon, IARC, International Agency for Research on Cancer

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