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O poder do elogio

09/11/2017 - 14:36 Por IMAG
O poder do elogio
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Por que é que é tão importante sentirmos que estamos a ser apreciados?

 

Até que ponto é que a frequência e/ou o conteúdo dos elogios que recebemos (ou que ficam por dizer) contribuem para o nosso bem-estar afetivo, sucesso profissional e desenvolvimento pessoal?

Pessoas elogiadas sentem mais facilmente que têm valor. Como oferecer, receber e usar a ferramenta que confirma o que sentimos. Que temos (muito) valor! Ou, pelo menos mais, do que aqueles que nos tendem a atribuir.

Aplausos que fazem crescer

A ausência de elogio na infância, origina adultos que passam pelas suas vitórias como algo que era apenas a sua obrigação. Ao elogiar uma criança estamos a mostrar-lhe afeto e atenção, mas há que fazê-lo bem. Os elogios não são todos iguais e não são todos bons, os bons elogios não se centram em produtos (És muito inteligente) mas em processos (Estás a fazer grandes progressos na escola).

As crianças elogiadas por qualidades fixas, do tipo És muito inteligente, reagem pior a insucessos momentâneos, como uma má nota escolar, do que as que são elogiadas pelo esforço e progressos. Estas desenvolvem o sentimento de que os altos e baixos são momentos de aprendizagem ou que o fracasso pode ser um desafio.

Não devemos cair no extremo da banalização do elogio, pois este contribui para a formação de adultos frágeis ou egocêntricos. Ao transmitimos a uma criança que tudo nela é bom, não estaremos a ajudá-la, mas a criar um adulto com tendência a pensar que pode fazer tudo ou, por outro lado, incapaz de lidar com a crítica, mesmo quando construtiva.

Sabe receber elogios?

Devemos receber os elogios de braços abertos sem falsas modéstias e sem justificações.

Recusar pode transmitir insegurança, seja a nós mesmos ou aos outros. Dizer um simples obrigado quando alguém manifesta apreço por algo que fizemos ou por alguma característica pessoal é suficiente, não se perca com justificações ou esclarecimentos.

O lugar do autoelogio

E se, normalmente, ficamos à espera que nos reconheçam valor, elogiarmo-nos a nós próprios também é válido. Sempre que fazemos algo bem feito, é bom saber encontrar satisfação interior nesse facto, reconhecendo-o e encorajando-nos a nós mesmos, Para evoluirmos, é essencial que retiremos algum tempo para refletir sobre o nosso comportamento, saber distinguir o que fizemos bem ou mal.

Sentir culpa, se não de uma forma exagerada, pode ser útil, assinalando para nós mesmos quando fazemos alguma coisa errada que não queremos repetir. Por outro lado, o sentimento de satisfação, por algo bem feito ou bem pensado ou sentido, ajuda-nos a ganhar consciência do nosso desenvolvimento pessoal. Elogiarmo-nos em frente a outras pessoas também pode ser feito, desde que tenhamos alguns cuidados que evitam que nos tornemos alvo de troça ou de inveja.

A ter em atenção

Os elogios exagerados podem prejudicar, mais que ajudar, principalmente se estivermos a falar de crianças com baixa autoestima. Por exemplo se lhe dissermos que fez algo incrivelmente bem, ela vai achar que terá de fazer sempre tudo incrivelmente bem e, com receio de não o conseguir, evitará novos desafios.

Elogie os outros, mas saiba quando o deve fazer:

- Elogie de imediato as situações que reconhece como merecedoras. Elogios extemporâneos perdem eficácia.

- Não receie perder o seu poder pessoal por elogiar.

- Expresse claramente a atitude, o comportamento ou a competência que está a elogiar.

- Faça o elogio diretamente à pessoa. Não peça a alguém que o faça por si.

- Faça-o sem rodeios ou palavras exageradas, senão pode parecer forçado.

- Elogie espontaneamente, sem pedir nada em troca.

- Foque o olhar na pessoa que está a elogiar prestando-lhe atenção genuína.

- Não abandone o outro assim que o elogia. Dê-lhe tempo para reagir.

- Pratique o elogio começando por reconhecer os seus próprios pontos fortes. Elogie-se.

Aprenda a lidar com as conquistas dos seus filhos

Se é importante elogiar os adultos, não é de menor importância parabenizar também os mais pequenos. Saiba como deve fazê-lo:

1. Diga à criança o quanto aprecia as suas capacidades, mesmo quando não atinge alguns dos objetivos propostos.

2. Reforce-a pelas atitudes positivas, elogiando-a sem lhe oferecer bens materiais.

3. Elogie mais quando as atitudes da criança envolvem o respeito, o amor, a aceitação das diferenças, a entreajuda e a bondade, em detrimento das capacidades intelectuais.

4. Quando ela não merece ser elogiada, não o faça. Não se sinta culpada por isso. Explique-lhe, no entanto, o que esperava como sendo a atitude correta na situação em causa e porquê.

5. Nunca elogie uma criança comparando-a com outras.

 

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