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7 Dicas para prevenir a obesidade infantil

05/07/2017 - 16:53 Por IMAG
7 Dicas para prevenir a obesidade infantil
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Numa época marcada pelos registos de sobrepeso ou obesidade infantil que afetam uma em cada quatro crianças portuguesas, é cada vez mais importante repensar hábitos de vida e sobretudo as regras alimentares.

A gordura já não é formosura, ou pelo menos não significa ter saúde, o contrário também não é necessariamente verdade, tudo vai depender da dieta alimentar da criança, do seu nível de atividade física ou de sedentarismo. 

A má alimentação está hoje associada a várias patologias graves como diabetes, hipertensão ou colesterol alto. Comer bem é crucial mas tem de ser de acordo com as necessidades da criança, relembrando que existe espaço para tudo na alimentação, para os alimentos saudáveis e para as exceções.

Assim, para ajudar a prevenir os malefícios associados à obesidade infantil, deixamos alguns conselhos:

 

1. Não obrigue a criança a comer

Forçar a criança a comer, habitua-a a atrasar a sensação de saciedade e a deixar de utilizar o mecanismo que regula o seu apetite. Este mecanismo é essencial para que coma somente o necessário, ao supri-lo é um primeiro passo para a criança sofrer de obesidade no futuro.

Ensine o seu filho a comer sim, mas evite criar um braço de ferro com ele todos os dias como regra à mesa. Não permita que a pressão de comer tudo o que está no prato afete o seu filho e o modo como ele encara a hora das refeições. A refeição deve ser um espaço de tranquilidade e conversa e não de guerras em que se não se fala de outra coisa que não seja obrigar a criança a comer.

 

2. Eduque o paladar dos seus filhos

Deve habituar os seus filhos a não terem um excesso de caprichos, a comerem o que existe em casa e o que foi definido para a refeição (salvo eventualmente um ou outro sabor que a criança possa mesmo detestar). Os hábitos alimentares adquirem-se nos primeiros anos de vida. Uma das principais razões para os seus filhos recusem certos alimentos é saberem que existem alternativas mais apetecíveis disponíveis em casa. Se pretende que o seu filho se habitue a beber mais água e a comer mais fruta e vegetais, evite ter um armário repleto de refrigerantes, guloseimas e fritos. A ideia é educar o palato ao sabor dos alimentos e aos poucos aumentar a porção desses alimentos que criam geralmente maior resistência, até a criança se habitue ao sabor e comece a consumi-los sem dificuldade.

 

3. Evite alimentos processados e refrigerantes

A ingestão em excesso de bolos, bolachas, batatas fritas, pizzas, hambúrgueres e refrigerantes são uma das principais causas do aumento da obesidade infantil. Limite por isso, o consumo de alimentos processados, gordos, doces e açúcares, da alimentação dos seus filhos, preferindo o seu consumo apenas de forma esporádica.

 

4. Dê o exemplo

É crucial que os pais se envolverem neste processo de educação (ou reeducação) alimentar. É muito importante que deem o exemplo. Se querem que a criança coma sopa ou legumes, também o devem fazer. Tudo passa por um hábito e edução do palato.

Idealmente os pais também não devem levar telemóveis ou outras tecnologias para a mesa. A hora da refeição deve ser o mais tranquila e com menos distrações possíveis.

 

5. Evite oferecer alimentos como recompensa

A maioria dos alimentos que são muitas vezes oferecidos às crianças como recompensas de “bom comportamento” escondem níveis elevados de açúcar. Os alimentos devem ser vistos antes de mais como forma de nutrição. A alimentação não deve ser usada para educar ou levar a criança a ter determinados comportamentos, os pais devem preferir outras alternativas para esse fim.

 

6. Planifique as refeições

Definir os hábitos alimentares desde cedo e planificar todas as refeições do dia, incluindo pequenos-almoços e lanches, é essencial para evitar que com o stress do dia-a-dia, caia na tentação de recorrer a alternativas mais fáceis, geralmente pouco saudáveis. Mantenha em casa essencialmente produtos saudáveis. Dê prioridade aos cereais – arroz, massa brancas e integrais, pão- fruta e legumes, pelo menos 5 porções diárias. Insista em pequenas refeições ao longo do dia, considerando alimentos saudável e as quantidades equilibradas para que a criança se sinta saciada e com energia. Faça do consumo de água uma regra, explicando que ela é a base do equilíbrio do organismo.

 

7. Incentive a criança a fazer desporto

Em conjunto com uma alimentação saudável, o exercício físico é uma peça essencial para que as suas crianças se mantenham afastadas do perigo da obesidade. Está demonstrado que crianças ativas gastam de forma mais eficaz a energia que recolhem dos alimentos, além de fazerem geralmente uma alimentação mais saudável.

Uma vez que as crianças passam hoje menos tempo em atividades ao ar livre (a jogar à bola, a saltar à corda, a andar skate ou patins) e cada vez mais tempo em casa, a ver televisão, na internet ou com jogos virtuais, fazem menos caminhadas e utilizam pouco a bicicleta como transporte, nomeadamente no trajeto para a escola, torna-as muito mais sedentárias. Por estas razões é importante o exercício físico, por exemplo, um desporto não competitivo, para que a sua criança se mantenha ativa e saudável. 

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